A estante que não conversava
Que sentia saudade
Que mentia, que roncava
Roubava e bebia
Que se lamentava, que dobrava, se drogava, desembaraçava...
De saudade
Foi atravessar a rua e caiu
Coitadinha!
Deu com a fronte naquela pedra
Morreu.
Dona Abóbora era uma moça muito bonita
Moça gorducha, moça corada
Mas um tanto vazia