"Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
...
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
domingo, 6 de dezembro de 2009
“(...)Não havia um canto que não estivesse cheio de gente, nenhuma pedra
Nenhum pedacinho de terra que não cheirasse a coisa humana.
Que essa massa humana, durante dezoito anos o havia oprimido
Como uma atmosfera prenhe de tempestade
Só se tornava claro agora.”
E ali, não outrora, não outra vida,
Ouvia, soluçava, não sentia
Escutara, mas nunca dizia.
Tirada a suspeita estava.
De seus sentidos, da sua razão
Deixou na face ostentar, o que lhe sempre esteve às fuças.
O quanto derrubavam, o quanto mentiam,
O quanto mudavam, o quanto pecavam,
O quanto fingiam, o quanto destruíam
Num suspiro, desabafado, de velho-novo conhecimento
Entrevira bichos, de tantos ossos, desengonçados, entrelaçavam-se
Deles, nada restaria mesmo, seriam enterrados
Nada de lembranças, nostalgia, logo, soterrados estariam
Surge então, a resposta – ah –, a pergunta - ? –, mas nunca a dúvida.
Aquele sorriso que só não lhe roubava mesmo, a memória,
porque não a mais tinha
Em retirada, já não estava mais a névoa, cinzenta? Cinzenta.
Apareceu realmente-real-agora, só agora,
Colorido, ela enxergava tanto quanto o via, não acreditava
Surreal era, surreal fosse, né!
Incrível toque, coincidência, apego, o outono lhe trazia
Lhe mandando a nova sinfonia
Sem procurá-la, do cosmo vinha, à simetria, voltava e vinha
Daquele olhar que cheirava o sol, a infância, a gota
Lembrara das companhias, da canja que comia, da calçado que usava
Em vista disto, não doía
De alívio acordou, transbordou, pulou
- Segura minha mão – disse ela fechando os olhos, gelou
Segurou fortemente forte! Estava segura de novo, pensara
Pedido o qual, não permitia que lhe escapasse.
Nenhum pedacinho de terra que não cheirasse a coisa humana.
Que essa massa humana, durante dezoito anos o havia oprimido
Como uma atmosfera prenhe de tempestade
Só se tornava claro agora.”
E ali, não outrora, não outra vida,
Ouvia, soluçava, não sentia
Escutara, mas nunca dizia.
Tirada a suspeita estava.
De seus sentidos, da sua razão
Deixou na face ostentar, o que lhe sempre esteve às fuças.
O quanto derrubavam, o quanto mentiam,
O quanto mudavam, o quanto pecavam,
O quanto fingiam, o quanto destruíam
Num suspiro, desabafado, de velho-novo conhecimento
Entrevira bichos, de tantos ossos, desengonçados, entrelaçavam-se
Deles, nada restaria mesmo, seriam enterrados
Nada de lembranças, nostalgia, logo, soterrados estariam
Surge então, a resposta – ah –, a pergunta - ? –, mas nunca a dúvida.
Aquele sorriso que só não lhe roubava mesmo, a memória,
porque não a mais tinha
Em retirada, já não estava mais a névoa, cinzenta? Cinzenta.
Apareceu realmente-real-agora, só agora,
Colorido, ela enxergava tanto quanto o via, não acreditava
Surreal era, surreal fosse, né!
Incrível toque, coincidência, apego, o outono lhe trazia
Lhe mandando a nova sinfonia
Sem procurá-la, do cosmo vinha, à simetria, voltava e vinha
Daquele olhar que cheirava o sol, a infância, a gota
Lembrara das companhias, da canja que comia, da calçado que usava
Em vista disto, não doía
De alívio acordou, transbordou, pulou
- Segura minha mão – disse ela fechando os olhos, gelou
Segurou fortemente forte! Estava segura de novo, pensara
Pedido o qual, não permitia que lhe escapasse.
sábado, 24 de outubro de 2009
Pedaço de Guernica, 1937

Obra prima de um dos maiores artistas do século XX, o espanhol Pablo Picasso. Produzida em 1937, refletia os horrores da guerra e do bombardeio pela força aérea nazista da pequena cidade de Guernica, em meio à Guerra Civil Espanhola.
Marcadores:
de Pablo Picasso,
óleo sobre tela
Assinar:
Postagens (Atom)